O Futuro do Ensino Superior Politécnico em Portugal

Acredito, no Ensino Superior Politécnico.
Ele tem sido um veículo de promoção e do desenvolvimento de muitas cidades de Portugal, fora dos grandes centros urbanos.

Carlos Marques
Professor de TIC na Escola Secundária Reinaldo dos Santos em Vila Franca de Xira

Apostar forte em parcerias estratégicas e na abertura ao mercado de trabalho

Se querem vencer a aposta neste momento de crise e traçar um rumo para vencer no futuro, os estabelecimentos de Ensino Politécnico têm que apostar forte nas parcerias estratégicas com os estabelecimentos de Ensino Secundário das suas regiões envolventes.

O objectivo é arranjar estratégias que possam captar alunos. Isso passa pela criação de mecanismos que possam permitir uma maior aproximação ás escolas secundárias.

Iniciativas, inseridas nos planos anuais de actividades, abertas à comunidade, e que possam trazer os jovens e as escolas secundárias envolventes, aos estabelecimentos de Ensino Politécnico, serão decisivas na “sobrevivência”.
Os cursos de Educação Tecnológica (CET’s), Nível IV Profissional devem afirmar-se como um veículo prioritário nesta parceria estratégica que atrás referi, na procura de alunos. Se por um lado, com esta tipologia de cursos, damos uma resposta efectiva, a jovens, que ou não entraram por falta de média, ou não concluíram o secundário, podem, encontrar aqui, uma resposta efectiva para o seu ciclo educativo, com a vantagem de lhes dar uma qualificação profissional.
Há uma necessidade de adequar os cursos ao mercado de trabalho regional. Se isso for conseguido, os institutos politécnicos conseguem sobreviver neste tempo de “vacas magras”.

Sem dúvida que, num futuro próximo, os jovens e as suas famílias irão decidir o percurso educativo, em função de factores, como a adequação dos cursos ao mercado de trabalho, o nível de empregabilidade dos mesmos, e a imagem exterior da escola e o seu nível de equipamento. Aqui os institutos politécnicos podem ter uma palavra séria a dizer, pois aqueles que melhor se posicionarem, mais vantagens poderão ter no futuro, neste mercado, cada vez mais concorrencial.
Procurar a diferenciação nos mecanismos de aproximação dos jovens à vida activa. Isto é, apostar nos estágios profissionais e nas iniciativas de criação dos próprios empregos pelos jovens formados.

Os estabelecimentos de ensino politécnico, devem também dar uma resposta integral, no acompanhamento dos jovens, nos percursos pós formação, em que projectos, que visem a promoção do emprego, como os estágios profissionais, e a criação do próprio emprego, são da máxima importância na afirmação, desta nova imagem das instituições.

Os Institutos Superiores Politécnicos também devem estar atentos às novas alterações previstas no novo Estatuto da Carreira Docente, onde a formação dos docentes passará a ser bianual.

Outra área onde se deve apostar é nos estágios dos docentes do ensino secundário.

Estas e outras tarefas podem ser desempenhadas pelos docentes do Ensino Superior Politécnico. Isto evitará certamente os despedimentos compulsivos e a precariedade que estamos a viver. Também podem e devem ser os estabelecimentos politécnicos a coordenar a formação dos professores coordenadores das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), no ensino básico e secundário.

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