Bolonha - Uma visão estranha

No Diário Económico de hoje, Rui Verde, vice-reitor da U. Independente, publica uma forte diatribe contra o processo de Bolonha, com o título bombástico-catastrófico de "Bolonha e o fim da universidade".

O seu principal argumento é que o primeiro ciclo (licenciatura) mais curto tem como objectivo a especialização e a formação prática, de vocação profissional. Talvez esta tese tenha a ver com a sua situação de professor de Direito. Não só cá, também em outros países, os professores de Direito (com excepções, é certo) não têm primado pela compreensão do processo de Bolonha.

Não sei onde foi buscar tal ideia, ao arrepio de toda a teoria e já da prática consagrada do processo de Bolonha. Pelo contrário, a tendência, que faz parte do chamado paradigma de Bolonha, é para o primeiro grau de banda larga com preparação científica sólida, embora ampla. É certo que a declaração de Bolonha caracteriza o primeiro grau como de relevância para o mercado europeu de trabalho. Mas logo dois anos depois, em Praga, isto foi flexibilizado, admitindo-se objectivos diferentes para o primeiro grau. Em segundo lugar, mesmo que se dê ênfase ao objectivo de empregabilidade do primeiro grau, está hoje bem discutido que a empregabilidade não é sinónimo de formação profissional específica....

Crítica de João Vasconcelos Costa em 11.10. 2005 no seu site.

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