Trocar a primogenitura por um prato de lentilhas

Como pode suceder que na Universidade, tal como nos Politécnicos, muitos colegas sejam pressionados a renunciarem aos seus direitos para aceitarem contratos precários, com categoria, duração, e até remuneração, inferior àquilo que têm direito?

A falta de alternativa no plano laboral, que se agrava por o interessado não raro ficar mergulhado em tarefas académicas em cuidar de manter as pontes para o mundo exterior, a necessidade de sobrevivência no mês seguinte, para mais quando não se pode contar com o subsídio de desemprego, a percepção de que neste país tudo continua (voltou) a depender de patrocínios, a impressão de que a justiça continua morosa e pouco digna de confiança, explicam que se possam fazer propostas como as que foram formuladas na FCSH da UNL, e que nalguns casos estas tenham sido aceites sem ao menos uma declaração que reservasse os direitos dos visados.

Até chegaram a ser propostos contratos em que os recém-doutorados passariam a ganhar menos que anteriormente, recebendo a diferença "por fora", isto é, a "recibos verdes". Para paga a docentes como "conferencistas", é certo, nunca faltou dinheiro à Faculdade

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