Seminário: IX Ciclo Anual Jovens Cientistas Sociais: Espanha e a revolução portuguesa: os limites duma imprensa vigiada

 

22 janeiro

17h00 - Sala 1, CES-Coimbra

 

Resumo

A revolução portuguesa de 1974-1975 deixou uma marca importante na imprensa espanhola (Sánchez 1993; Cordero 2010). Não apenas pela extensão da atenção que lhe foi dedicada, como também pela oportunidade que o debate à volta deste acontecimento constituiu para a discussão de muitas das questões próprias daquele país. 

No entanto, nesta ocasião pretende-se abordar o que se considera os bastidores desta cobertura jornalística. Entendendo-se por bastidores as contingências políticas e informativas que rodeiam a produção de notícias pela imprensa espanhola durante este período. Mais concretamente trata-se de observar as condições materiais em que o discurso jornalístico espanhol sobre o processo revolucionário português é produzido.

Na sua relação com a cobertura da revolução, tais contingências podem resumir-se em três questões principais: a própria estrutura do sistema informativo espanhol, que privilegiava os media oficiais; o papel do Ministério de Informação e Turismo (1951-1977) no acima mencionado sistema; e, por último, algumas práticas de contorno do mesmo sistema, instigadas pelo desejo de informação sentido no interior do território espanhol, que ajudam a colocar em perspetiva o peso que tal sistema de informação poderia ter para a sociedade espanhola.

CORDERO, Inmaculada (2010) "«Lo que no debe ser». La revolución Portuguesa en la prensa española" in ROSAS, Fernando, LEMUS, Encarnación and VARELA, Raquel (coord.) El Fin de las dictaduras ibéricas, 1974-1978, Sevilla: CEA/Lisboa: Edições Pluma, pp.63-86.

SÁNCHEZ CERVELLÓ, Josep (1993) A Revolução Portuguesa e a sua influência na transição Espanhola (1961-1974), Lisboa: Assírio e Alvim

 

Mais informações em http://www.ces.uc.pt/eventos/index.php?id=8955&id_lingua=1 

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