Balanço sobre 2017 para um melhor 2018

Colega,

o ano de 2017 trouxe vários diplomas que procuraram dignificar e valorizar as carreiras académicas e científicas.  

Este foi o ano em que os detentores do título de agregado viram finalmente reconhecido o seu direito à remuneração devida pela obtenção deste grau.   

Foi também um ano de correção das regras complementares ao regime transitório da carreira docente do politécnico, bem como da lei de estímulo ao emprego científico.  

E foi ainda o ano de clarificação do processo de regularização de vínculos precários da administração pública, cuja Lei foi hoje publicada em Diário da República.   

Do ponto de vista legislativo muito foi feito, sendo que a não regularização dos vínculos precários apenas torna mais visível o problema institucional de desvalorização das pessoas e das qualificações.  

É preciso ter claro que no Ensino Superior e Ciência o nosso maior bem são as pessoas. É nelas que temos de apostar.  
Sem elas não seria possível fazer face ao grave subfinanciamento que afeta o setor (e perante o qual se torna absurdo os elevados valores de saldos de gerência que foram acumulados, mesmo no período de emergência financeira). São as pessoas e as suas qualificações que garantem projetos de investigação. São elas também que garantem a valorização que os alunos procuram no Ensino Superior.  

2018 deve ser o ano da prioridade às pessoas e ao valor da qualificação.  

É fundamental que seja o ano do desbloqueio das carreiras, quer nas progressões remuneratórias, quer nas progressões de categoria e cumprimento dos rácios.  

É o ano chave para as instituições implementarem a lei de estímulo ao emprego científico, cumprindo com a sua norma transitória e assim conferindo a dignidade elementar à contratação de investigadores doutorados.  

Tem de ser o ano em que as instituições demonstram equilíbrio financeiro, não apenas na relação entre receita e despesa (evitando a acumulação de excedentes), mas também por uma estratégia centrada nas pessoas e na sua valorização.  

As instituições de Ensino Superior e Ciência não são um banco. São o local do conhecimento e da valorização humana. Não existem para acumular capital financeiro. A sua razão é a de contribuir para o conhecimento, para qualificação e para a valorização de todos.  

Em 2018 continuaremos a lutar para um melhor Ensino Superior e Ciência. Desejamos-lhe que em tudo possa ser um ano de sucesso, com tudo de bom.  

Votos de um feliz 2018.  

Saudações Académicas e Sindicais
A Direção do SNESup

29 de dezembro de 2017

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