Tomada de posse de todos os órgãos nacionais do SNESup - 2018-2020

Colega,  

no passado dia 14 de julho, ocorreu a eleição da Mesa do Conselho Nacional e a tomada de posse de todos os órgãos nacionais, em cerimónia pública, realizada no Hotel Altis, perante vários convidados, destacando-se a presença dos Srs./Sras. Deputados Nilza de Sena e Duarte Marques, da bancada parlamentar do PPD-PSD, Luís Monteiro, da bancada parlamentar do Bloco de Esquerda e Ana Rita Bessa, da bancada parlamentar do CDS-PP; do Sr. Tenente-Coronel António Augusto Proença da Costa Mota, Presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas; do Professor Doutor Henrique Curado, Vice-Presidente do Instituto Politécnico, do Porto; do Doutor Daniel Carapau, do Núcleo dos Bolseiros Doutorados, da FCT; dos/das Srs./Sras. Advogados/as Dra. Celeste Dias Cardoso, Dr. José António Covas, Dra. Rita d’Eça e do Dr. Tiago Matos Fernandes.

Foi eleita a Mesa do Conselho Nacional constituída por: Álvaro Borralho, Presidente; Jorge Vítor, Mónica Vieira, Luiz Lopes e António Baptista, Vice-Presidentes; Celso Nunes, Ágata Aranha e Sandra Valadas Secretários.

Em reunião da Direção, foram eleitos: Gonçalo Velho, para Presidente, Mariana Alves e Romeu Videira para Vice-Presidentes e Maria Teresa Nascimento para Tesoureiro. No final, intervieram os Presidentes do Conselho Nacional e da Direção.  

Na sua intervenção, o Presidente do Conselho Nacional, Álvaro Borralho, tocou em vários pontos, dos quais se apresentam alguns extratos.

No introito disse "Sabemos, queremos e fazemos; pois apesar de sermos, a maioria dos que estão aqui, sindicalistas – termo que não rejeito, nem vejo, nunca vi, pejorativamente – somos ainda, e primeiro, agentes educativos, com muitos anos de ligação ao ensino, como estudantes e como docentes. O mesmo do lado da ciência, como aprendizes e como investigadores – ou aprendizes seniores, como lhe prefiro chamar – e a nossa causa é comum.”  

Na apresentação dos objetivos referiu "Afirmar o Sindicato, reforçando a participação e a presença nas escolas e reforçar a rede de delegados sindicais. Onde há delegados sindicais há menos atropelos aos direitos de cada um e maior cumprimento da lei. Descentralizar as reuniões do Conselho Nacional, como se fez este último mandato. Temos de fazer do território, País: as reuniões do Conselho Nacional reforçam a nossa visibilidade, tantas vezes ausente por nossa responsabilidade, pois somos mais do que parecemos. Reforçar a coesão interna, ouvindo e dialogando com os nossos colegas. Rever certos procedimentos e agilizarmos o que podemos, sem sacrificar a transparência e a democraticidade interna – nunca beliscada –, mas colocar maior eficácia nos nossos objetivos.”

Na sua intervenção, o Presidente da Direção, Gonçalo Leite Velho abordou vários pontos, começando por citar o aumento da representatividade do SNESup, demonstrada pela presença de associados, docentes e investigadores, das várias Universidades e Politécnicos de todo o país. Destacou, ainda, que alguns dos investigadores presentes já tinham beneficiado do Decreto Lei 57/2016, relativo ao emprego científico.

Quanto ao mandato anterior, referiu que foi orientado por três palavras chave: dignificação, valorização e representatividade. Dignificação e valorização das carreiras, dos docentes e dos investigadores. No respeitante à representatividade, salientou a importância dos delegados sindicais.  

Frisou a importância das linhas orientadoras para os próximos dois anos, pois determinarão o que acontecerá na próxima legislatura. Ainda neste ponto, sublinhou que neste período realizar-se-á o congresso do SNESup que poderá determinar muitas dessas linhas orientadoras, à semelhança do que já aconteceu no passado.  

Como desafios futuros, referiu que será preciso pensar os estatutos de carreira, como fazer a valorização dessa carreira, bem como, o presente incumprimento dos rácios previstos no ECDU.  

Mencionou ainda a necessidade de um regulador mais pró-ativo para evitar muitos dos desequilíbrios hoje vividos. Nomeadamente, a Inspeção Geral de Educação e Ciência e a própria A3Es deveriam atuar no que respeita à situação dos docentes convidados e dos professores visitantes sem remuneração. Sublinhou também a necessidade de corrigir os desequilíbrios provenientes do RJIES, por forma a evitar a degradação a que neste momento se assiste.  

Terminou referindo que o SNESup deve continuar o caminho da direção anterior, concretamente na dignificação, valorização e representatividade. Pois esse é, também, o caminho do ensino superior e ciência.  

Desejamos a todos os colegas Boas Férias.   

 

Lisboa, 25 de Julho de 2018

A Mesa do Conselho Nacional

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